Logo Alfaro
Fale com o Alfaro
Promovendo cidadania com informação
banner Alfarobanner Alfarobanner Alfaro

Mais Antigos

SELECIONE O MÊS/ANO
D S T Q Q S S
1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31


As carroças, a mobilidade urbana e o respeito aos animais

quinta-feira, 09 de Janeiro de 2014 | 18:31

Com o aumento absurdo do número de automóveis, motocicletas e bicicletas circulando nos centros urbanos brasileiros, já deveriam estar mais adiantadas as alternativas para uma melhor resolução dos graves problemas de mobilidade que afligem e colocam em risco a vida das pessoas.

Ciclovias, redefinição de fluxos e até rodízio de placas já estão sendo adotados em algumas cidades, até um Ministério foi criado em âmbito federal, o das Cidades, que tem como objetivo promover políticas de transportes e mobilidade urbana.

Aqui na nossa cidade do Rio Grande, fundada em 1737 pelo Brigadeiro José da Silva Paes, os problemas para a implantação de qualquer nova concepção de planejamento urbano e viário são praticamente intransponíveis, por essa condição histórica, considerando-se que há 277 anos as demandas e conceitos, por óbvio, eram outros.

Proponho neste artigo que tratemos de um tema até então ausente das pautas municipais: a circulação de veículos movidos por tração animal, as conhecidas carroças. Reconheço o valor histórico e cultural do referido transporte, mas está mais do que comprovado que o mesmo, além de ser um complicador no tumultuado trânsito da cidade, causa insegurança pela inexistência de qualquer norma para circulação e até, pasmem, para pilotagem. Observo diariamente que muitas das carroças são conduzidas por crianças, sem qualquer conhecimento de regras de trânsito, menos de trato com os animais.

Na realidade, o uso de tração animal e humana é medieval. Salvo algumas situações culturais e turísticas, e, pontualmente nas regiões rurais, é algo totalmente ultrapassado. Não é por nada que tudo que é atrasado e obsoleto é chamado de carroça. Imagino as dificuldades para se mexer numa situação tão arraigada na cultura e principalmente por servir de único meio de sobrevivência a centenas de pessoas. Paciência, quem se propõe a ser prefeito ou vereador de um município deve estar compromissado e preparado para buscar e propor saídas para todas as questões de interesse público, independente dos reflexos eleitorais, portanto, aí está a questão.

É inexorável o enfrentamento desse assunto dentro das concepções atuais e universais que asseguram direitos aos animais. Vejam, os cavalos ou burros explorados em veículos de tração são obrigados a trabalhar sem período de descanso ao longo do dia por meio de instrumento de tortura, como chicotes e pedaços de pau, que são usados cada vez que o animal interrompe seu trajeto por estar exausto, ou simplesmente quando não obedece às ordens de seu tutor. Pelo trabalho pesado e ininterrupto, estes animais estão fadados a sofrer desnutrição, desidratação, doenças pulmonares (devido à fumaça proveniente dos automóveis que respiram), doenças da pele, ferimentos espalhados por cada canto do corpo, além do desgaste dos cascos devido ao atrito com os calçamentos de pedra e asfalto.

A proposta não tem nada de revolucionário, como repito à exaustão, é só observarmos o que vem sendo feito pelo mundo afora nesse sentido. Sugiro, como exemplo, o que foi feito em Bogotá/Colômbia, onde foram retiradas das ruas todas as 2.500 carroças existentes, em dois anos. O plano de negócios, subsidiado pelo governo, além de propor treinamento e encaminhamento a outras atividades aos condutores, disponibiliza algo em torno de 21 mil reais que possibilita a aquisição de um “Cavalo de Lata”, veiculo elétrico, que é carregado com energia solar, tem 60km de autonomia e exige um gasto médio de R$0,03 por quilômetro percorrido, além de não emitir resíduos tóxicos para a atmosfera. Os cavalos, depois de resgatados, ficam aos cuidados da Universidade de Ciências Aplicadas e Ambientais. Vamos começar a tratar disso ou deixaremos que ele chegue a condições insuportáveis? A decisão é de todos nós.

 


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

Eder Rabello Nunes, o Filósofo do Concretismo e o Reveillon de 2014.

quinta-feira, 02 de Janeiro de 2014 | 12:21

Neste 31 de dezembro de 2013, tenho compromisso de coluna com o meu WWW.blogdoalfaro.com.br e com a Folha Gaúcha, e todos que escrevem desejam sair do lugar comum dos textos de finais de ano, que geralmente tratam de: Retrospectiva; Os melhores do Ano; Perspectivas, etc. Idealizei inicialmente uma crônica tendo como base o discurso da Presidente Dilma Rousseff, onde Ela tangenciou espertamente todas as crises que enfrentamos, tratando-as como: “alguns problemas localizados, já equilibrados que garantem a tranqüilidade do planejamento das famílias e das empresas”, desisti para não comprometer o meu fígado e os dos que me lêem.

No final da manhã na nossa Empresa, na tradicional troca de cumprimentos, fui surpreendido com votos até então nunca recebidos, nosso Gerente Comercial e Amigo, Eder Rabello Nunes, desejou-me que tivesse felicidades nos “Três S’s”. A única expressão parecida que havia experimentado na minha vida até então eram os “Cinco S’s” que adotávamos nos cursos e treinamentos do SENAI, reproduzindo o que os programas de qualidade japoneses preconizavam, desde a década de 50. Não era, tratava-se de uma tirada, de uma criação no querido colega de trabalho, muito, prático, objetivo e também muito espirituoso, qualidades fundamentais para que os executivos tenham sucesso. Pois bem, aí veio a explicação sobre os tais Três S’s: “Saúde, Sexo e $”, argumentando de forma firme e convicta de que se esses três aspectos estiverem equilibrados e resolvidos, todo o resto de problemas que aparecerem são fichinha, encontrarão um individuo pronto a enfrentá-los e vencê-los com disposição e energia. Em contrapartida, qualquer situação de desequilíbrio em algum dos itens apontados é infelicidade e desestruturação física e emocional na certa.

Este desafronto do Eder em pensar e propor é característica básica aos que querem ser protagonistas, aos que querem dar um sentido maior a difícil arte de viver. Vejam, até na definição do seu nome após o casamento com Sabine, inovaram, Ele assumiu o Nunes dela, e Ela assumiu o Rabello dele, ficaram: Sabine Abel Nunes Rabello e Eder de Oliveira Rabello Nunes.

Portanto, ao denominá-lo de “Filósofo do Concretismo”, movimento de vanguarda surgido na Europa em 1945, que defendia a racionalidade e rejeitava o acaso e a abstração lírica e aleatória, desejo estar homenageando ao Eder e a todos que repudiam a mesmice e que valorosamente se atrevem a criar. Desejo que o Reveillon seja de encontro, amor e paz, e que 2014 seja repleto de novos e bons motivos para viver.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

Vizinhança: Instituição milenar que precisa ser conservada e aperfeiçoada

segunda-feira, 30 de Dezembro de 2013 | 12:39

Minha mãe ensinou-nos que deveríamos respeitar e procurar manter laços indissolúveis e sinceros com os nossos vizinhos. Ela e meu Pai, vindos da longínqua Santa Vitória do Palmar, pobres e sem parentes por perto, cultivaram por uma vida inteira a verdadeira política de boa vizinhança. Desde o empréstimo de algum gênero alimentício em falta até a busca por uma orientação ou socorro em caso de doença era sempre resolvido com a inestimável presteza e solicitude de um vizinho. Uma reciprocidade que consolidou amizades que perduram até hoje, sucedendo-se por anos a fio através de filhos e netos.

Tenho me ocupado nos últimos escritos com temas polêmicos, em função das comemorações natalinas, que sempre têm o condão de nos deixar mais sensíveis e contemplativos, resolvi tratar desta relação que é muito cara para mim e traz lembranças guardadas no mais recôndito lugar do meu ser, que é o meu coração. Até hoje, no prédio onde resido e nos locais onde exerço atividades profissionais procuro desenvolver sentimentos de respeito, tolerância e educação aos que dividem ruas e ambientes próximos aos meus.

Tal quais os parentes, não dá para se escolher os vizinhos, a compensação é que para estes há alternativa. Prefiro os vizinhos indesejados aos parentes com a mesma classificação, pois para os primeiros ainda temos a solução da mudança de residência, quanto aos consanguíneos não existe remédio, só o afastamento, mas permanecem indeléveis na condição de parentes.

Em dezembro de 1990, em Paris, um grupo de amigos resolveu promover uma festa para aproximar e reunir imigrantes e pessoas que estivessem abertas a aceitar novas amizades e combater a solidão e o isolamento, muito comuns nas grandes metrópoles. O primeiro encontro da auto denominada Associação Amigos de Paris foi marcado para o dia 23 do mesmo mês, oportunidade que conseguiram reunir pouco mais do que dez pessoas. E assim continuaram a mobilização que nove anos depois já havia tomado corpo e conseguiu reunir num evento mais de 800 vizinhos para comemorar o já instituído “Dia do Vizinho”.

Legal que essa verdadeira instituição, reconhecida e preservada através dos tempos, ganhe uma comemoração especial, oportunidade impar para que homenageássemos todos os nossos queridos vizinhos.

Finalizando, entendemos ser oportuno repassar algumas dicas de boa vizinhança que poderão garantir uma boa convivência entre pessoas de diversas procedências e diferentes nos seus gostos e hábitos. Discipline o barulho em todas as situações, nunca se atribua intimidade, exercite à exaustão o princípio da empatia e seja educado, pessoas educadas nunca incomodam ninguém. Um abraço carinhoso a todos os meus vizinhos!

Alfaro é advogado, empresário, comunicador e corretor de imóveis.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

  4-5-6-7-8-9-10  

^ topo

QUEM SOU

Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

ENTREVISTAS

O QUE EU LEIO

ÚLTIMAS 10 POSTAGENS


Ouça a Rádio Cultura Riograndina

ARQUIVOS

WD House

Blog do @lfaro - Todos os direitos reservados