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ERROS NO PASSADO

terça-feira, 14 de Março de 2017 | 13:55

Certo dia, num grupo de amigos, tive o privilégio de conversar com alguém da terceira idade e que possui larga experiência. Os anos vividos, atestados através dos característicos sinais, de modo algum, interferiram no seu raciocínio lógico. “Bom papo”. Não obstante, é sempre interessantíssimo ouvirmos trajetórias existenciais. Com esse perfil, rapidamente, temos uma panorâmica dos principais aspectos da longa caminhada. Conquistas, fracassos, acertos e erros, num piscar de olhos, ditam um novo ritmo para o relógio. Encontros agradáveis, simplesmente, transcorrem num segundo.

Pessoas idosas têm uma tendência as reminiscências. Imagens e lembranças de outrora, como uma espécie de filme, são evocadas constantemente. Num determinado ponto do diálogo supracitado, vieram à tona as vantagens e desvantagens do envelhecimento. Nem vamos abordar as limitações físicas pertinentes. Por outro lado, foi questionado o quanto melhoramos como indivíduos à medida que o tempo avança. Isso, sem dúvida, gera uma enorme diferença na “balança da vida”. Certamente, os cabelos brancos, também são decorrentes de profundas reflexões e ações existenciais. Esse senhor, diante da possível e indicada catarse, colocou que, todas as noites, antes de dormir, pensa no que fez durante o dia e nas relaçõ ;es que estabeleceu com os semelhantes. Indubitavelmente, essas análises comportamentais, visam um maior crescimento interior. Para a minha surpresa, disse também que, seguidamente, questiona o quanto poderia ter sido melhor no vínculo com o seu pai. Por educação, respeito, não quis entrar nos detalhes dos fatos que transcorreram. Imediatamente, até para ajudá-lo, disse o óbvio: todo mundo, de uma maneira ou outra, cometeu alguns erros ou falhas no passado. Pela própria condição humana, infelizmente, não somos dotados de respostas perfeitas em qualquer faixa etária. É algo inegável que, várias vezes, tomamos algumas atitudes desaconselháveis. A razão e a consciência que deveriam nos acompanhar “sempre”, dependendo das situações, cedem espaços para os impulsos. Destarte, simplesmente agimos de maneira equiv ocada, sem bom senso, achando que encontramos as melhores saídas. O sábio tempo, em condições normais, se encarrega dos ajustes necessários entre o pensar e o agir. Desse modo, não reeditamos comportamentos contraindicados. O filtro da alma, naturalmente, barra facetas que não foram positivas. Seria algo fantástico, mágico, se tivéssemos como retroceder no tempo com a enorme bagagem acumulada de conhecimentos. Seria. Solucionaríamos tudo de modo adequado. Esquecemos que, naquele período ou momento, era o que tínhamos para oferecer. Éramos pessoas diferentes, portadoras de um outro eu.

Em suma, açoites internos em relação a erros do passado, pura e simplesmente, não contribuem em nada. O perdão deve ocorrer em relação aos outros e a nós mesmos. Somado a isso, precisamos de um autoconhecimento intenso, caso contrário, podemos carregar um fardo emocional extremamente desnecessário, improdutivo e eterno. 


Escrito por Ricardo Carvalho

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QUEM SOU

Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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