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Prof. Nerino Dionello Piotto
Articulista Econômico - Empresário ramo imobiliário - Aposentado do Banco Central do Brasil.


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ECONOMIA, BRASIL = TEMPESTADE PERFEITA?

terça-feira, 10 de Dezembro de 2013 | 10:55

Seja lá o que vier, é hora de rever nossos investimentos de curto prazo. E refletir sobre os de longo prazo, pois o mar, tudo indica, não estará para peixe por volta de 2015.

O BC, Banco Central do Brasil, elevou os juros pela sexta vez neste ano, chegando a 10%. De olho no efeito sobre a inflação em 2014, ano eleitoral. O remédio está na dose errada!

Embora com o uso da expressão “dando prosseguimento” que podemos interpretar como que o BC está preocupado com a inflação. Mas, para que o remédio fizesse efeito contra a inflação, a dose deveria de ser acima de 12%, para que a inflação volte a ficar mais perto da meta, de 4,5%. Está bem acima disso. Pode, logo, sobrar mês e faltar salário!

Para a inflação pode não adiantar muito, mas para nossos investimentos, vai. Agora, os fundos “DI”, com aplicação acima de R$1 mil batem a inflação, ou seja, bate a poupança. É hora de rever então nossas aplicações conservadoras ( com risco mínimo ) de curto prazo.

Quanto ao longo prazo, devemos colocar nossas barbas de molho. Há tempestade à vista. A economia tomou emprestado da meteorologia o termo “tempestade perfeita”. Onde vários fatores se juntam e o céu desaba, os rios enchem, o mar sobe, o vento sopra contra....

Claro que fatores exógenos ( vindos de fora ), como a recuperação da Economia Americana, com a retirada dos estímulos e as mudanças no planejamento de longo prazo da economia chinesa ( que embora comunista se queixa que no Brasil é tudo muito fechado, complicado, devagar e difícil ) são fatores fortes. Não temos o domínio sobre eles. Mas temos o domínio sobre os fatores endógenos ( variáveis econômicas internas ).

A leitura do mercado é que sobra para o Banco Central a tarefa de controlar os preços sozinho.

Segundo a FIESP ( Federação das Indústrias de São Paulo ), o Brasil precisa de um novo foco na política econômica = maior controle de gastos, mais investimento público, mais concessões ( leia-se privatizações ) e menores taxas de juros. Só assim, segundo Paulo Skaf, presidente da FIESP, voltaremos a ter o crescimento que a sociedade demanda e merece.

A FIRJAN,do Rio, alinha-se nas críticas dizendo que “ Soma-se a isso uma inflação persistentemente elevada e um contínuo aumento do déficit em conta corrente, que já se encontra no maior patamar dos últimos 11 anos”.

E para a CUT a “ ...a elevação das taxas de juros reduz o mercado interno, prejudicando o desenvolvimento sustentável do Brasil”.

Pois é: mais uma vez, o governo pisa no acelerador e o Banco Central no freio. Com comando fraco e sinalizações internas dúbias, nos tornamos mais vulneráveis aos fatores externos em caso de tempestade. Tomara que Deus seja mesmo brasileiro!

Economista*


Escrito por Nerino Dionello Piotto

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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