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Alberto Amaral Alfaro
Advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.


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Tony Blair aponta caminhos para o Brasil, bom seria que todos o escutassem.

sexta-feira, 06 de Dezembro de 2013 | 00:33

Tenho afirmado permanentemente que o período das grandes invenções e teorias já passou em todos os sentidos. Com tudo que dispomos em termos de experiências e conhecimento, basta-nos a racionalidade e a humildade para buscarmos, onde se encontrarem, as soluções para as nossas demandas. Os meios e mecanismos estão aí ao nosso dispor, universalizados.

Falo, obviamente, da Globalização, esse fenômeno maravilhoso que disponibiliza a todos, democraticamente, processos econômicos e sociais e estabelece, informalmente, uma integração entre países e pessoas, numa rede de conexões que eliminam distâncias e burocracias, facilitando a vida de todo o mundo.

Pois bem, neste artigo trato aspectos relacionados à palestra proferida no último dia 4 de dezembro, em Porto Alegre, pelo ex-Primeiro Ministro britânico Tony Blair, que chefiou o governo inglês de 1997 até 2007, e que veio ao Brasil a convite da Laureate International Universities, rede global de instituições acadêmicas privadas. Para 10.000 alunos da UniRitter, professores e convidados, Blair discorreu sobre o tema: “Globalização: desafios, oportunidades e o papel das lideranças”.

Liderança mundial reconhecida, Tony Blair estima que o Brasil seja uma das maiores potências do mundo em 20 anos, desde que mude muito, e elencou cinco lições a serem perseguidas por nós para efetivamente estabelecermo-nos neste novo cenário global.

A primeira é relacionada à qualidade do governo e dos governantes. Considerando a facilidade de acesso às informações, a população tem melhores condições de entender o que precisa ser feito e avaliar como isso está sendo atendido. Leis justas e previsíveis, sistema de comércio aberto, infraestrutura e ausência de corrupção complementam este tópico.

Em segundo lugar, sugeriu que se pense o mundo como um organismo único e que estejamos abertos à cooperação. A educação é o fator de desequilíbrio entre os povos. Para a nação ter sucesso. os lideres precisam estar atentos a isso. Reconheceu que a reforma da educação, embora seja a mais importante das reformas propostas, é a mais difícil a ser realizada e recomendou perseverança. No quarto item, sem intrometer-se na política brasileira deu um toque que nos cala profundamente, disse o líder global, tomando como exemplo sua própria nação: “O Brasil será um dos líderes no mundo, mas terá que se posicionar e decidir sobre suas alianças, o mesmo já foi feito inúmeras vezes pelo Reino Unido desde o período renascentista (entre os séculos XIV e XVI)”.

Falou que a conectividade é imperiosa e disponibiliza tudo o que existe no mundo aos que quiserem ver, repetindo que: quanto mais você se conectar, melhor você será. Defendeu, com limites consensados internacionalmente, a vigilância por questões de segurança e a de inteligência. Por último, disse estar constatando com alegria que o período que vivemos, século XXI, está menos baseado em ideologias, e que isso vem, obviamente, na força da globalização e do efeito transformador da internet. A diferença entre esquerda e direita é a mesma entre mentes abertas e fechadas, ou seja, há quem veja em todo esse processo oportunidades, outros, infelizmente, só enxergam ameaças. O recado foi dado, não é uma receita de bolo, mas o interlocutor tem expertise comprovada e consagrada mundialmente, bom dar uma olhada.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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