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Vizinhança: Instituição milenar que precisa ser conservada e aperfeiçoada

segunda-feira, 30 de Dezembro de 2013 | 12:39

Minha mãe ensinou-nos que deveríamos respeitar e procurar manter laços indissolúveis e sinceros com os nossos vizinhos. Ela e meu Pai, vindos da longínqua Santa Vitória do Palmar, pobres e sem parentes por perto, cultivaram por uma vida inteira a verdadeira política de boa vizinhança. Desde o empréstimo de algum gênero alimentício em falta até a busca por uma orientação ou socorro em caso de doença era sempre resolvido com a inestimável presteza e solicitude de um vizinho. Uma reciprocidade que consolidou amizades que perduram até hoje, sucedendo-se por anos a fio através de filhos e netos.

Tenho me ocupado nos últimos escritos com temas polêmicos, em função das comemorações natalinas, que sempre têm o condão de nos deixar mais sensíveis e contemplativos, resolvi tratar desta relação que é muito cara para mim e traz lembranças guardadas no mais recôndito lugar do meu ser, que é o meu coração. Até hoje, no prédio onde resido e nos locais onde exerço atividades profissionais procuro desenvolver sentimentos de respeito, tolerância e educação aos que dividem ruas e ambientes próximos aos meus.

Tal quais os parentes, não dá para se escolher os vizinhos, a compensação é que para estes há alternativa. Prefiro os vizinhos indesejados aos parentes com a mesma classificação, pois para os primeiros ainda temos a solução da mudança de residência, quanto aos consanguíneos não existe remédio, só o afastamento, mas permanecem indeléveis na condição de parentes.

Em dezembro de 1990, em Paris, um grupo de amigos resolveu promover uma festa para aproximar e reunir imigrantes e pessoas que estivessem abertas a aceitar novas amizades e combater a solidão e o isolamento, muito comuns nas grandes metrópoles. O primeiro encontro da auto denominada Associação Amigos de Paris foi marcado para o dia 23 do mesmo mês, oportunidade que conseguiram reunir pouco mais do que dez pessoas. E assim continuaram a mobilização que nove anos depois já havia tomado corpo e conseguiu reunir num evento mais de 800 vizinhos para comemorar o já instituído “Dia do Vizinho”.

Legal que essa verdadeira instituição, reconhecida e preservada através dos tempos, ganhe uma comemoração especial, oportunidade impar para que homenageássemos todos os nossos queridos vizinhos.

Finalizando, entendemos ser oportuno repassar algumas dicas de boa vizinhança que poderão garantir uma boa convivência entre pessoas de diversas procedências e diferentes nos seus gostos e hábitos. Discipline o barulho em todas as situações, nunca se atribua intimidade, exercite à exaustão o princípio da empatia e seja educado, pessoas educadas nunca incomodam ninguém. Um abraço carinhoso a todos os meus vizinhos!

Alfaro é advogado, empresário, comunicador e corretor de imóveis.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

A construção vertical no Cassino e o “Complexo de Vira-Lata”

sexta-feira, 20 de Dezembro de 2013 | 12:05

O centenário Balneário do Cassino sempre se caracterizou por peculiaridades especialíssimas, que continuamente causam surpresa aos que por aqui passam. Uma delas é o fato de as pessoas residirem no centro da cidade e possuírem casas de veraneio a apenas 18 km de distância. Muitos entendem que é um desperdício, considerando ainda o fato de dispormos de 200 km de costa exclusiva, onde podemos estacionar o carro ao lado da praia.

Essas condições fizeram com que o Cassino nunca fosse prioridade às administrações municipais, até os veranistas questionavam há pouco tempo a pavimentação das ruas, que na opinião deles descaracterizava o ambiente natural e mexia com o aspecto bucólico do tradicional bairro.

A falta de uma política habitacional nas três esferas de governo refletiu no Cassino, fez com que passasse a ter mais moradores do que veranistas, o que, no meu entendimento define a nova vocação do bairro e acelera como ocorreram décadas atrás em outras cidades litorâneas, mudanças na concepção original urbanística.

Pois bem, a globalização e o progresso aceleram os processos, chegou a vez do nosso Cassino, como já vem ocorrendo também no centro da Cidade. Respeito a opinião dos que querem o balneário exatamente com está, mas vivemos num País democrático onde a livre iniciativa, respeitadas as legislações vigentes, decide, conforme o mercado e os seus interesses, onde e como farão seus investimentos.

Não se pode ideologizar, como insistem alguns, o desenvolvimento. Buscar argumentos do tipo: “é coisa para rico...” ou, “o que precisamos são moradias populares...”, são escapismos odiosos, que ao contrário do que preconiza o Governo Federal, criam um ambiente de constrangimento deplorável aos empresários e investidores em geral. Imaginem que, numa conta rápida, os investimentos propostos garantem a contrapartida de mais de R$1,2 milhão, além da perspectiva da arrecadação anual de R$3,6 milhões em ITBI, R$ 720 mil em ISQN e R$1,2 milhão em IPTU. Cabe, portanto, aos governos criar políticas e programas que oportunizem a todos, em especial aos mais pobres, obterem a sua casa própria. Não obstante, registramos que na maioria dessas iniciativas os governos têm contato com a parceria da iniciativa privada.

O Plano Diretor do Município do Rio Grande, em consonância com o que preconiza o Estatuto das Cidades, define que os possíveis impactos negativos advindos dos empreendimentos serão mitigados através de medidas compensatórias que apresentem resultados abrangentes para toda a coletividade, isto é o que realmente importa. O resto, garantindo o direito universal do contraditório, é fruto de um atávico “complexo de vira-lata”, como tão bem definiu o imortal Nelson Rodrigues a situações análogas.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

Liberação da Maconha: O Uruguai e a vanguarda do retrocesso

segunda-feira, 16 de Dezembro de 2013 | 12:09

Após marchas e contramarchas, o Senado do Uruguai aprovou a legalização da produção, distribuição e venda da maconha sob controle do Estado, sob os olhares preocupados do mundo inteiro. Uma das últimas argumentações do folclórico Presidente do Uruguai, Jose “Pepe” Mujica, descortina a verdadeira razão dessa busca desenfreada por um protagonismo internacional em cima de uma experiência já feita e refugada na Europa, em países como a Holanda e a Suíça. Disse o ex-guerrilheiro: “Não defendo a maconha. Gostaria que ela não existisse. Nenhum vicio é bom. Pedimos ao mundo que nos ajude a fazer essa experiência sociopolítica diante de um problema grave que é o narcotráfico. O efeito do narcotráfico é pior que o da droga”.

Óbvio que o pequeno Uruguai, tão caro a mim por ser a terra natal de meu saudoso Pai e Avôs paternos, não recebeu de algum organismo internacional essa incumbência, menos o ateu Presidente Uruguaio alguma missão divina, por motivos óbvios. Na realidade a decisão dos que comandam a política no país vizinho é ideológica e busca, tal quais outros bolivarianistas, uma oportunidade de negócios. Pasmem, o chanceler uruguaio, Luis Almagro, referiu com entusiasmo que aumentou nos últimos dias a busca de informações sobre como obter visto de residência devido a legalização do uso da droga. Turismo da maconha? É triste ver um país tão belo e com índices tão significativos de IDH, ser submetido a um protagonismo criminoso.

De outra banda, a Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes da ONU lamentou a legalização da maconha e voltou a dizer que a decisão viola as normas internacionais. Nós brasileiros, com estimados 10 milhões de viciados e 10 mil quilômetros de fronteiras secas com todos os produtores de cocaína, sofreremos reflexos ainda não imagináveis, mas com certeza catastróficos. O Deputado Federal Osmar Terra (PMDB-RS), médico e ex-Secretário Estadual da Saúde é o maior expoente brasileiro na luta contra essa medida e tem alertado, inclusive no próprio Parlamento uruguaio, sobre a epidemia de outras drogas bem mais letais, mas que têm como porta de entrada o consumo da maconha. No RS são 13 as cidades fronteiriças com o Uruguai e quem viaja pela região já conhece os métodos que utilizam as autoridades uruguaias para “agilizar e minimizar” os contratempos fiscalizatórios.

Essa polêmica está apenas começando, o Uruguai é o primeiro país no mundo a adotar legislação tão flexível. Não obstante, a verdade precisa ser dita. Não podemos admitir argumentos politicamente corretos quando o que está em jogo é a vida das pessoas. O hediondo mercado de drogas está dizimando a juventude. Ele avança e vai ceifando vidas em todas as camadas sociais e econômicas, uma verdadeira pandemia.

Infelizmente o uso da maconha é considerado inofensivo por muitas pessoas, inclusive profissionais da saúde, o grande problema é como controlar essas exceções. Até benefícios à saúde causados pelo THC, principal substância psicoativa encontrada nas plantas do gênero cannabis, são registrados por órgãos internacionais de controle de drogas.

Preocupo-me com a crescente onda de glamourização da maconha, especialmente pela autodenominada “Geração 4:20”, uma referência a 20 de abril, data escolhida para ser o dia mundial da maconha. Espero que o Governo Brasileiro esteja bem atento aos desdobramentos dessa atabalhoada decisão do Uruguai e saiba criar mecanismos que miniminizem os efeitos dessa liberalidade, que aproxima cada vez mais dos nossos lares, das nossas escolas o “mal do milênio”, que é o uso das drogas.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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