Logo Alfaro
Fale com o Alfaro
Promovendo cidadania com informação
banner Alfarobanner Alfarobanner Alfaro

Mais Antigos

SELECIONE O MÊS/ANO
D S T Q Q S S
1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30


Lasier Martins: um “Top of Mind” à disposição da boa política

sábado, 21 de Junho de 2014 | 09:53

Nos próximos dias estará sendo homologado em Convenção do PDT e aliados o nome do jornalista Lasier Martins como candidato ao Senado da República. Esta é a maior novidade e também a mais rumorosa decisão em termos eleições de 2014, considerando tratar-se de um profissional que dedicou 53 anos da sua vida à comunicação, boa parte deles dedicados à crítica e à denúncia corajosa e desafrontada contra os mal-feitos em geral. Quase como um paladino da moral e dos bons costumes, Lasier tornou-se referência à cidadania e exemplo aos mais jovens.

Acumulando os maiores prêmios de jornalismo do Estado ao longo de sua exitosa trajetória é o recordista do reconhecido “Top of Mind” da Revista Amanhã como Comentarista de TV. O que poderia levar um homem realizado pessoal e profissionalmente, no auge da maturidade, onde as digressões e a cautela são priorizadas em detrimento das afirmações e ousadia, a enveredar pelo caminho nebuloso e comprometido da política partidária, e qual a opinião dos seus interlocutores, amigos e familiares? Fiz-lhe esta pergunta no Cultura Debate, nosso programa na Rádio Cultura Riograndina AM 740. Dentro da franqueza e sinceridade que lhe caracteriza, Lasier disse que muitos adjetivaram sua decisão como “tresloucada”. Discordo em gênero, grau e número de todas essas manifestações, a maioria motivada por questões afetivas e de proteção, como sempre ocorre nessas situações.

Em conversa informal durante a sua estada em Rio Grande, junto com outros amigos comuns, Lasier abriu seu coração e disse estar cansado e decepcionado com tudo que tem visto e sentido em termos de condução dos interesses públicos e do seu desalento, apesar do protagonismo midiático, em poder contribuir mais diretamente para uma mudança de cenário. Inclusive, que a gota d’água para essa decisão teria ocorrido durante os protestos populares de junho de 2013. Afirmou que peregrinará por todos os cantos deste Estado assumindo compromisso de defesa intransigente das bandeiras que sempre empunhou, além das demandas colhidas junto ao eleitorado gaúcho.

Encampei a candidatura de Lasier Martins pelo desapego, em termos de interesse pessoal, além dos desafios que esse gesto representa em termos de sacrifícios pessoais, para si e seus familiares. Já se constata em redes sociais a virulência de ataques à figura vertical e ilibada do candidato, tentando intimidá-lo. O efeito, como já constatei, é diametralmente oposto aos interesses dessa catervaconhecida e identificada ideologicamente, Lasier está literalmente com a “faca nos dentes”, na defesa dos seus ideais humanistas, dos seus projetos e sonhos. Encantará a sociedade rio-grandense pela clareza das propostas e objetividade das ações que propõe executar, buscando as parcerias e interlocuções que se fizerem necessárias para o cumprimento dos seus compromissos.

Proponho aos simpatizantes e admiradores de Lasier Martins que, independente de questões meramente partidárias, nos unamos em torno dessa proposta que representa efetivamente a “boa política”, propositiva, ordeira e corajosa, tal qual o que se dispuseram fazer as milhares de famílias que tomaram, espontaneamente, sem siglas ou ideologias, as ruas do Brasil no ano passado. Movimento que espertamente foi desencorajado pelos donos do poder, que através de Black Blocs e outros movimentos anárquicos, constrangeram e amedrontaram a iniciativa popular, roubando sonhos que, acreditem, são possíveis. Vamos outorgar nossas procurações para candidatos fichas-limpas, descompromissados com a velha e fisiológica política do “toma cá dá lá”, que tem nos levado a esse fosso escuro e mal cheiroso que consumiu R$700 bilhões com a corrupção endêmica que nos atinge, só nos últimos 10 anos. A decisão está em nossas mãos.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

Legado da Copa? Despertar da Cidadania!

segunda-feira, 02 de Junho de 2014 | 17:10

Todas as Copas que vivenciei realizaram-se fora do Brasil, dentre elas logramos ser campeões em cinco edições. Lembro que essa distância não nos afastava do evento, pelo contrário preparava-nos fazendo jornadas maiores de trabalho para compensar os dias em que estaríamos “ocupados” em assistir os jogos, pintávamos nossas ruas e decorávamos nossas casas, comércio e até escolas, criando aquele clima de otimismo que parecia inevitável. Governos, como sempre oportunistas, subliminarmente ou as escancaras usavam essa euforia para fomentar proselitismo político, que ao fim e ao cabo sempre objetivam a manutenção do poder.

Pois bem, estamos a poucos dias de uma nova edição da Copa do Mundo de Futebol, desta feita novamente no Brasil, só que passados 64 anos do “Maracanazo”, famosa decisão entre nós e o Uruguay, vencida por nossos hermanos, que causou uma das maiores frustrações do povo brasileiro, como sempre tão cioso de grandes conquistas e de grandes emoções, como todos os latinos. Paradoxalmente, ao contrário de todas as edições anteriores, independente do país da sua realização, o ambiente é estranho, as pessoas mais questionam os problemas do advento da organização e pouco falam das disputas e da perspectiva de que possamos ser campeões. Ninguém foi contaminado pelo “prá frente Brasil”, ruas sem o verde amarelo e no comércio o pouco que se vê é em função dos grandes patrocinadores do evento, que decoram os estabelecimentos na busca de vendas, que, segundo consta, está bem aquém do esperado. Parece que a Copa é nos EUA, tamanha a frieza e despreocupação de significativa parcela da população.

Será que estão torcendo contra o Brasil? Em absoluto, só que, ao contrário de outras edições, o povo simplesmente não se interessa só pelo fazer, pelo realizar ou pelo patrocinar o evento, todos querem saber como está sendo feito, a que custo. Todas as informações disponibilizadas e, o que é pior, as constatações nas cidades sede, escancaram gastos exorbitantes, superfaturados e sem qualquer controle, privatização de espaços públicos, remoção de 280.000 pobres, num flagrante desrespeito aos direitos humanos. Infraestrutura precária com aeroportos obsoletos e fedidos, transporte público, segurança e até rede hoteleira, com problemas sérios de atendimento aos visitantes. Todas essas questões são levantadas em função de os governantes terem vendido aos brasileiros que a vinda da Copa para o Brasil seria uma oportunidade para o País se vender, melhorar a imagem no exterior, mostrar que efetivamente já é uma Nação desenvolvida, do primeiro mundo, etc. e tal. Tem sido e será um rotundo fracasso nesses termos, sem considerar,é óbvio, os resultados dentro do campo, onde sempre somos favoritos.

São centenas de tópicos a serem questionados, escolhi o investimento em estádios para compará-los com os gastos das duas últimas Copas. Vejam: no Brasil gastamos R$ 8,5 bilhões em 12 estádios que podem acolher 668.000 assistentes, o que corresponde a um custo de R$ 12 mil por cadeira. Na Alemanha esse valor foi de R$3,4 mil e na África, de R$ 5,3 mil. Não sei a qual “primeiro mundo” vamos nos comparar. A escolha é livre!...

As manifestações de Ronaldo Nazário e Paulo Coelho, embaixadores da Copa, são patéticas; isto sem falar da declaração da Diretora do Comitê Organizador local da Copa, a desavergonhada Joana Havelange, neta de João e filha de Ricardo Teixeira, que pedindo apoio ao evento consola a todos nós brasileiros: “Apoiem a Copa, pois o que tinha que ser roubado, já foi”. Respeitem esta manifestação, ela fala de cadeira, como dirigente e também fortalecida pelo DNA. Rescaldo de todo esse quadro apocalíptico: o Despertar da Cidadania, para mim é o que vale.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

Readequação da maioridade penal se impõe no Brasil

segunda-feira, 02 de Junho de 2014 | 17:08

Debate-se pelo País inteiro a questão que envolve a manutenção ou redução da maioridade penal, e atualmente, de acordo com a nossa Constituição, está fixada em 18 anos. Não é matéria pacífica, muito antes pelo contrário, os técnicos das áreas humanas têm argumentos bem contundentes para argumentar que a redução da maioridade penal é mais um ataque aos jovens num dospaíses mais ingratos com a sua juventude, onde só em 2012 mais de 120 mil crianças e adolescentes foram vitimas de maus tratos e agressões. Argumentam também que temos mais de meio milhão de pessoas presas e que o deficit de vagas nas prisões anda por volta de 200 mil. Todos estão entendidos de que as condições desumanas das cadeias e a superlotação deixam esse sistema incapaz de recuperar alguém. Ainda, segundo dados estatísticos dos crimes praticados e apurados, 96,3% são cometidos por adultos e 3,7% são cometidos por adolescentes. Não obstante, pesquisa recente aponta que 90% das pessoas são favoráveis à redução da maioridade penal para 16 anos.

Independente dos cenários acima expostos, entendo que se impõe a revisão desse dispositivo constitucional, levando em conta inicialmente as mudanças comportamentais e avanços em termos de comunicações e informações, considerando-se que o diploma vige desde 1940, quando a realidade era outra. Hoje, dentro desse amadurecimento, os jovens nessa faixa etária, entre os 16 e 18 anos, inclusive, já votam. Entendo ser importante informar que a UNICEF, Fundo das Nações Unidas não baliza nem aponta qualquer diretriz nesse sentido para respeitar a autonomia dos países membros da ONU, onde essa definição varia entre 12 e 21 anos de idade.

No Brasil a violência está ligada a questões como desigualdade social, impunidade, falhas na educação familiar e deterioração dos valores, não obstante, é crescente e cada vez mais prematura a participação de crianças e adolescentes em crimes, tanto na condição de coadjuvantes do tráfico de drogas, como protagonistas em crimes bárbaros, ambas as situações são fermentadas por essa condição particularíssima de inimputáveis; contra isso é que nos posicionamos. Com certeza a sociedade exige mudança na legislação buscando coibir jovens de cometer crimes, de modo próprio ou para terceiros, na certeza da impunidade, como ocorre agora, colocando a sociedade como refém dessas barbaridades.

Por último, ainda defendendo o meu posicionamento pela readequação da maioridade penal, entendo que a simples redução não alcançaria os objetos de contemporaneidade que queremos ao nosso sistema legal, e que a proposta em discussão ainda deixaria o Brasil numa condição retrógrada de auferir apenas o critério etário para a responsabilização penal, quando internacionalmente se adota o sistema biopsicológico, que exige anomalias mentais ou completa incapacidade de entendimento para a inimputabilidade, de acordo com o já sugerido em Resolução das Nações Unidas de 1985, que definiu regras mínimas para administração da delinquência juvenil. Conforme se constata, estamos a léguas de ter mecanismos que efetivamente minimizem o grave problema, enquanto isso, vamos “secando gelo”, que é a nossa especialidade.


Escrito por Alberto Amaral Alfaro

^ topo

QUEM SOU

Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

ENTREVISTAS

O QUE EU LEIO

ÚLTIMAS 10 POSTAGENS


Ouça a Rádio Cultura Riograndina

ARQUIVOS

Alfaro Negócios Imobiliários
WD House

Blog do @lfaro - Todos os direitos reservados