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Ricardo Farias Carvalho, é Psicólogo formado em teoria psicinalítica e suas aplicações psicoterapeuticas e com especialização em Psicologia Clínica e Psicoterapia cognitivo e comportamental. Atende na Rua Dezenove de Fevereiro, 593/301 – Fones: (53) 3232-4677 e 8437-1066/8166-6324 – E.mail: ricardof.carvalho@uol.com.br.


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O FANTASMA DO DESEMPREGO

terça-feira, 02 de Maio de 2017 | 09:00

 O índice de desemprego no país é algo assustador. Inúmeras famílias passam por necessidades básicas que geram desespero e profunda tristeza. Profissionais, das mais variadas áreas, encontram dificuldades extremamente significativas para obterem vagas no mercado de trabalho. Além da crise instaurada, a competitividade cruel é um outro dado de realidade. Destarte, jovens com nenhuma ou pouca experiência, como também, adultos com conhecimentos abrangentes, têm o potencial tolhido. Não obstante, hoje em dia, até mesmo os trabalhadores que conseguem driblar uma gama enorme de adversidades, vivem cotidianamente preocupados com a manutenção dos seus empregos.

 Diante do todo supracitado, os aspectos emocionais corroem a alma. Sintomas assegurados. Salvo aqueles que possuem uma estabilidade nos seus afazeres, o nível diário de ansiedade ou inquietude é preocupante. A grande maioria não está tranquila. Estamos num ponto que, até mesmo o melhor desempenho possível, conhecimento expressivo, anos de prática, não são um atestado de segurança ou permanência na função.  Os aspectos positivos, infelizmente, ficam à mercê das turbulências da economia nacional ou mundial. Conviver com isso é um sofrimento psíquico constante. Kierkegaard, define a angústia como "sentimento de ameaça impreciso e indeterminado inerente a condição humana, pelo fato de que a existência de um s er que projeta incessantemente o futuro se defronta de maneira inexorável com possibilidade de fracasso, sofrimento e, no limite, a morte". Portanto, não ter um trabalho, uma vida digna, implica no agravamento drástico de uma condição pertinente a todos nós. Com isso, partes nossas, indubitavelmente, padecem em doses homeopáticas. Dentro de uma visão antropológica nos reportamos, imediatamente ou quase, ao tempo das cavernas. Não trazer a caça para o povo implicava num grave abatimento associado as óbvias consequências. A falta de êxito, sem dúvida, dilacera a alma. O mais seguro dos mortais, balança consideravelmente.

 Um dos questionamentos comuns que fazemos nesses momentos é como manter o equilíbrio no meio do desequilíbrio. A autoconfiança, autoestima, terrivelmente abaladas, devem encontrar forças suficientes no sentido de uma superação. Portanto, temos a convicção plena de que, o verbo desistir, não é um bom companheiro. Os sucessivos pensamentos negativos devem buscar alternativas visando reforçar o todo interno. Atualmente, quando falamos na necessidade imperativa de um aprimoramento profissional, em outras palavras, também estamos buscando antídotos para minimizar o poder do fantasma da demissão. Partimos do princípio de que, caso ocorra, vários outros planos ou saídas já estejam devidamente traçados. Mesmo que não seja um "seguro a bsoluto", o diferencial obtido pode ser interessante. Ademais, nunca podemos esquecer de palavras básicas, tais como, esperança, tenacidade e fé. Em suma, crenças positivas que produzimos, movem montanhas.    


Escrito por Ricardo Carvalho

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CÂNCER

terça-feira, 02 de Maio de 2017 | 09:00

 A incidência de câncer no mundo é algo fantástico. Dificilmente, alguma família não passou por algum caso. Muitas vezes, silencioso, gradativo e corrosivo, ceifa vidas num piscar de olhos. Os sentimentos de quem padece, assim como, os dos familiares, são mexidos das mais variadas formas. A ciência, apesar do progresso claro e notório, não encontrou ainda uma resposta satisfatória para todos os tipos.

 A hereditariedade e os aspectos emocionais são alguns dos principais fatores desencadeantes. Células cancerígenas que ficam adormecidas podem se manifestar, ou não, dependendo do psiquismo. No meio de tantas situações que já presenciei como pessoa e psicoterapeuta, lembro de um casal de irmãos, crianças, que perderam o pai num acidente de trânsito. O choque familiar foi altamente significativo. Num curtíssimo espaço de tempo, a mãe, por sua vez, desenvolveu um câncer fulminante. Difícil de encontrar palavras para definir o estado do infeliz somatório. Simplesmente, terrível.

 Diante do quadro, uma das piores sensações que temos é a de impotência. Por mais que não queiramos, ficamos à mercê dos medicamentos e profissionais. Esses, sem dúvida, nem sempre possuem respostas adequadas para os limbos físicos e psicológicos que enfrentam. Também sentem falta de poder, força ou meios para ajudarem aqueles que tanto necessitam. Assim, paulatinamente, observamos chamas serem apagadas. Lembranças do passado, como num filme, ocorrem constantemente. Tudo aquilo que vivenciamos de modo positivo é confrontado com cenas e fatos que nos geram intermináveis questionamentos. Não obstante, alguns portadores da doença, costumam apresentar certa raiva diante do contexto. A tomada de consciência no que tange a morte, dependendo, é revoltante. Por outro lado, diante da irreversibilidade, o não tratamento “convencional e agressivo” é uma opção. 

 Certos familiares e doentes acabam decidindo pelo curso natural. Preferem um tempo menor com os sintomas controlados, principalmente a dor, do que um prolongamento com um “sofrimento maior” nos hospitais e distantes dos entes queridos. Portanto, a casa, rotina, parentes, entre outros, possuem um peso benéfico relevante.

 Certa vez, um conhecido que perdeu o pai, ouviu do filho pequeno uma colocação que resume o todo: “a vida continua...” Emocionado, atingido no seu âmago, sem saber o que fazer, se agarrou nas simples e profundas palavras para lidar com o padecimento e levar adiante os dados de realidade. Hoje, novamente, se encontra lutando contra um câncer terminal que apareceu na irmã. Médica, com toda a assistência possível e imaginável, conhece cada detalhe da finitude que se aproxima. Destarte, haja força suficiente de todos os envolvidos para manter, nesse momento, um mínimo de equilíbrio.

 Em suma, diante das constatações incontestáveis supracitadas, no que tange a relação estabelecida entre as emoções, sentimentos e o surgimento da doença, ressaltamos o quanto é importante encontrarmos modos mais indicados na nossa existência que sejam geradores de leveza da alma.


Escrito por Ricardo Carvalho

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Alberto Amaral Alfaro

natural de Rio Grande – RS, advogado, empresário, corretor de imóveis, radialista e blogueiro.

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